Faço aqui uma pausa para o leitor recuperar o fôlego, e aproveito para relembrar o antigo defesa central benfiquista, Ronaldo, que prosseguiu carreira na Turquia. Formou das duplas de centrais esteticamente mais caricatas do nosso futebol, juntamente com Paulo Madeira.
Monday, May 21, 2007
Testa, não se usa?
Faço aqui uma pausa para o leitor recuperar o fôlego, e aproveito para relembrar o antigo defesa central benfiquista, Ronaldo, que prosseguiu carreira na Turquia. Formou das duplas de centrais esteticamente mais caricatas do nosso futebol, juntamente com Paulo Madeira.
Dinastias Futebolísticas
Nesta secção vou falar de grandes equipas que fizeram enorme furor. Não estou a falar do fabuloso Ajax de Cruyff, nem do Benfica de Eusébio, muito menos do Milan do tridente Van Basten – Gullit – Rijkaard. Nada disso. Estas equipas toda a gente conhece, e o que eu quero é dar crédito aos sub-apreciados.
Assim sendo, vou falar do União da Madeira da colónia brasileira e jugoslava, da União de Leiria que trabalhava em part-time no comboio-fantasma, do Estrela da Amadora e a sua defensiva pré-reformada, e de um Sporting com uma noção errada de defender bem.
Aliança Brasil-Jugoslávia na Madeira
Neste mundo em que vivemos, quem tem o dom da premonição tem o único olho disponível numa terra de cegos. Isto introduz a próxima “RT”:
Neste mundo em que vivemos, quem tem o dom da premonição tem o único olho disponível numa terra de cegos. Isto introduz a próxima “RT”:
RATOEIRA TÁCTICA NÚMERO 7: O “EFEITO CICLOPE”
Aqueles que são abençoados pela faculdade da premonição podem e devem tirar partido do seu dom, tomando providências para o que apenas eles sabem que irá acontecer.
Aqueles que são abençoados pela faculdade da premonição podem e devem tirar partido do seu dom, tomando providências para o que apenas eles sabem que irá acontecer.
Os dirigentes do União da Madeira foram, sem dúvida, um evidente exemplo do “Efeito Ciclope”. Digo isto porque anteciparam dois efeitos da modernidade: a lei-Bosman e a globalização. Estes dois fenómenos juntos fizeram com que, hoje em dia, cada equipa mais estrangeiros do que jogadores nacionais.
Quem olhasse para o União da Madeira há uns anos veria o que estava para acontecer no mundo do futebol. O autêntico clã de jugoslavos e brasileiros que equiparam de amarelo e azul durante a década de 90 foram nada mais do que um presságio para o que aí vinha.
Do leste tínhamos o simbólico guarda-redes Zivanovic, que comandava aos berros os companheiros Dragan, Jokanovic, Jovo, Lepi e Simic.
Depois tínhamos os atletas de Cristo Pedro Paulo, Beto, Leonardo, Milton Mendes, Márcio Luís, Luisão, Manu, Rodrigão e Joilton.
Nesta salada de estrangeiros, resistiram Nelinho, Sérgio Lavos e o capitão Germano.
Recorrendo às estatísticas da época, podemos estimar um 11 inicial para a época de 94/95: Zivanovic; Dragan, Nelinho, Piá e Leonardo; Pedro Paulo, Jokanovic, Sérgio Lavos e Rodrigão; Lepi e Simic. Conclusão: 5 jugoslavos, 4 brasileiros e 2 portugueses.
À frente do seu tempo, a equipa acabou despromovida…

Quem olhasse para o União da Madeira há uns anos veria o que estava para acontecer no mundo do futebol. O autêntico clã de jugoslavos e brasileiros que equiparam de amarelo e azul durante a década de 90 foram nada mais do que um presságio para o que aí vinha.
Do leste tínhamos o simbólico guarda-redes Zivanovic, que comandava aos berros os companheiros Dragan, Jokanovic, Jovo, Lepi e Simic.
Depois tínhamos os atletas de Cristo Pedro Paulo, Beto, Leonardo, Milton Mendes, Márcio Luís, Luisão, Manu, Rodrigão e Joilton.
Nesta salada de estrangeiros, resistiram Nelinho, Sérgio Lavos e o capitão Germano.

Recorrendo às estatísticas da época, podemos estimar um 11 inicial para a época de 94/95: Zivanovic; Dragan, Nelinho, Piá e Leonardo; Pedro Paulo, Jokanovic, Sérgio Lavos e Rodrigão; Lepi e Simic. Conclusão: 5 jugoslavos, 4 brasileiros e 2 portugueses.
À frente do seu tempo, a equipa acabou despromovida…
Filme de terror em Leiria
Estávamos no início da época de 94/95. O Benfica preparava-se para iniciar uma longa travessia no deserto, e a União de Leiria faria o percurso inverso, regressando ao convívio dos grandes para se afirmar como um dos valores seguros da principal divisão nacional. Sinal desta afirmação foram os resultados entre as duas equipas durante a época: vitória do Leiria em casa por uma bola a zero, golo do central que se haveria de transferir para o Sporting, Luís Miguel, e empate a uma bola na Luz, com golos de Paulo Pereira para os encarnados e um empate tardio para a União, autoria do «rato atómico» Fua.
Surpresa para muitos, nada mais que justiça para os verdadeiros sabedores do futebol em todas as suas vertentes, foi o 6º lugar alcançado pela equipa nessa época de regresso.
Como conseguiu Vítor Manuel levar uma equipa que aparentava ser uma colecção de lacunas a ficar um ponto aquém da qualificação para a Taça UEFA? Tratou-se de uma arriscadíssima aposta na chamada “táctica estética”. Passo a explicar:
Surpresa para muitos, nada mais que justiça para os verdadeiros sabedores do futebol em todas as suas vertentes, foi o 6º lugar alcançado pela equipa nessa época de regresso.
Como conseguiu Vítor Manuel levar uma equipa que aparentava ser uma colecção de lacunas a ficar um ponto aquém da qualificação para a Taça UEFA? Tratou-se de uma arriscadíssima aposta na chamada “táctica estética”. Passo a explicar:
“Táctica Estética”
O futebol é um jogo para homens de barba rija, embora quase ninguém leve essa expressão à letra. O único jogador do Leiria que o fazia era o médio argentino Gabriel Gervino. Ora os homens querem-se feios e maus. Para as equipas “menores”, convém ter quantos mais jogadores feios e maus quanto possível. O apogeu desta táctica registou-se com a União de Vítor Manuel.Corolário da “Táctica Estética”:
A ausência de beleza estética é proporcional ao pânico provocado na equipa adversária, o que se reflecte dentro de campo e finalmente na tabela classificativa. Trocando por miúdos : Quanto mais feia a equipa, melhor!
A ausência de beleza estética é proporcional ao pânico provocado na equipa adversária, o que se reflecte dentro de campo e finalmente na tabela classificativa. Trocando por miúdos : Quanto mais feia a equipa, melhor!
Olhando para o plantel do clube nessa época, constatamos que a baliza do veterano Álvaro estava bem protegida por grandes intérpretes da atrás referida táctica:
Os dois centrais de serviço eram Luís Manuel e Crespo.
Enquanto que o primeiro foi uma das revelações da época, Crespo era um jogador de nauseabunda envergadura física. Aliás, ambos o eram. 187 e 185 centímetros de altura eram um bom cartão de visita e um seguro de inviolabilidade para a baliza do Leiria.
Como se a dupla no eixo da defesa não bastasse, Vítor Manuel usava ainda uma dupla de trincos que em nada envergonhava os companheiros na traseira. Michael Kimmel era um deles. Tratava-se de um germânico que floresceu à beira do Lis.O seu companheiro de sector era o argentino Gervino. O europeu, pequeno mas fisicamente seco, era um trabalhador incansável. O sul americano, por seu lado, era um jogador possante e com enorme gosto pelas subidas no terreno, não se envergonhando na altura de apresentar o seu forte pontapé aos guarda-redes adversários.
Os pontos fracos da defesa, do ponto de vista visual, eram as faixas laterais. Bilro, um clássico do clube, e Leonel, um micro-machine de jogador, ambos antigos leões, ocupavam-se das mesmas, mas não prezavam pela repugnância estética.
Nos jogos tremendamente complicados, em que a “táctica estética” tinha que ser levada ao máximo, o mister puxava dos galões e, para além dos 7 jogadores atrás citados, punha em campo mais quatro jogadores, estes de cariz ofensivo, também especialistas neste tipo de jogo.
O ponta-de-lança Nelson Bertolazzi, goleador da equipa, era municiado por um tridente de fantasistas: Fua, o rato-atómico, Pedro “cabelos ao vento” Miguel e Mário “amplitude visual de 360º” Artur.
Foi, certamente, das tácticas mais assustadoramente eficazes da história técnico-táctica do futebol nacional. Com uma equipa por quem ninguém dava nada no início da época, Vítor Manuel conseguiu um fabuloso 6º lugar, feito certamente de louvar. Isto vem apenas provar que as equipas pequenas, com peças que se encaixem a um bom tabuleiro de xadrez, podem fazer furor no campeonato nacional.Lar de Idosos da Reboleira
Falo, evidentemente, daquela defesa do Estrela da Amadora que tinha idade para ter estado presente no Mexico’86.
A soma das idades era, no mínimo, perto de infinito. No início da época 97/98, a defesa (guarda-redes mais o quarteto) contabilizava nada menos do que 167 longos anos, o que dá uma média de 33,4 anos. Isto tudo porque o lateral direito só tinha 27 anos. Vamos imaginar duas situações que, embora hipotéticas, eram possíveis e nos teriam dado imenso jeito:
A soma das idades era, no mínimo, perto de infinito. No início da época 97/98, a defesa (guarda-redes mais o quarteto) contabilizava nada menos do que 167 longos anos, o que dá uma média de 33,4 anos. Isto tudo porque o lateral direito só tinha 27 anos. Vamos imaginar duas situações que, embora hipotéticas, eram possíveis e nos teriam dado imenso jeito:
1. A tramada lesão de Rui Neves
O lateral direito, Rui Neves, lesiona-se gravemente na pré-época, e vai passar a fase de recuperação para Aveiro com o seu irmão gémeo, Jorge Neves. O Estrela tem que comprar novo defesa direito. O eleito é José Rui, possante defesa do Setúbal, que conta 33 primaveras. Ainda tentaram contratar Quim Machado, mas como só faz duas épocas por clube e já havia estado na Reboleira, ficou automaticamente fora de hipótese. A média sobe logo para 34,6!
2. Mudança táctica de Fernando Santos
Para celebrar o seu 47º aniversário em grande, o mister Santos resolve cometer uma “loucura”. Primeiro pensou em cortar a barba (mal sabia ele a rapadela que estava para vir), mas acabou por se decidir pela implementação de um sistema defensivo de três unidades.
Ora isto, para o nosso caso, é ouro sobre azul. A média dispara para 35 anos de idade, bela altura para começar a considerar uma carreira de adjunto.
Ora isto, para o nosso caso, é ouro sobre azul. A média dispara para 35 anos de idade, bela altura para começar a considerar uma carreira de adjunto.
Passando agora para os jogadores propriamente ditos, a lógica diz que devemos começar pela baliza. Assim sendo, passamos a apresentar o defesa esquerdo, Fonseca. Com 33 aninhos cheios de genica, começou no Benfica, passando pelo Guimarães antes de chegar à Amadora.A dupla de centrais era formada pelo capitão Rebelo, e pelo “palito” Leal. Enquanto que o histórico líder dos tricolores já se apresentava com 37 anos de idade, o ex-sportinguista ainda estava para as curvas com 33 primaveras.
Finalmente, com 38 anos, o guardião era Ivkovic , outro antigo jogador leonino (pode-se mesmo dizer que a Amadora serviu de museu do Sporting) e internacional jugoslavo.
Eram todos, evidentemente, jogadores com imensa experiência futebolística. Juntos, os “4 Mosqueteiros de Parkinson” contabilizavam mais de 800 jogos na 1ª divisão nacional.
Três Tristes Trincos
À imagem de Berlim, também o Sporting teve o seu muro “inultrapassável”. Não, não falo do grande senhor das balizas Filip De Wilde, e a sua temível técnica do “cai-para-o-chão-com-o-braço-esticado-em-vez-de-te-atirares”, se bem que foi contemporâneo do dito muro.
Falo, sim, de uma táctica usada pelo Sporting em 97/98, uma fatídica época em que o Sporting teve quatro treinadores. Octávio Machado, Francisco Vital, Vicente Cantatore e Carlos Manuel.Há clubes que só usam um trinco, pois têm grande propensão ofensiva. Outros clubes preferem garantir a conquista do meio campo, zona nevrálgica do terreno, utilizando dois trincos, assegurando assim maior segurança defensiva.

Inovador como sempre, o Sporting inaugurou a táctica de três trincos. De entre os quatro disponíveis, Oceano, Pedro Martins, Vidigal e Lang, o técnico deixava um de fora à vez.
Seria de esperar uma solidez defensiva fabulosa, com oito jogadores em campo com missões maioritariamente defensivas. Infelizmente, tal não aconteceu, dando razão à velha máxima “a melhor defesa é o ataque”.

Outro ponto que poderá estar relacionado com os maus resultados dessa época foi o gosto subitamente adquirido pelos jogadores leoninos pela milenar arte da agressão gratuita. Expulsões atrás de expulsões foram marcando os jogos do Sporting.
Esta violência talvez fosse um grito mudo de socorro por parte dos jogadores, pois o mister Carlos Manuel obrigava todo o balneário a cantar junto em alentejano.
Carlão era certamente um homem muito motivado nos seus últimos dias em Alvalade, pois como ele próprio dizia, há que «ganhar motivação com os assobios». (Esta curiosidade em nada tem a ver com a história táctica que eu estava a contar, mas achei que ficava bem aqui. Um quadro também não tem nada a ver com a parede, mas fica bem pendurado na mesma).
Tal como o muro de Berlim não foi grande solução, também os resultados finais não auguraram nada de bom para esta táctica: Sporting ficou em 4º lugar no campeonato, com 45 golos marcados e 33 sofridos, e foi eliminado na fase de grupo da Champions League às mãos de Leverkusen e Mónaco.
Factos e Figuras: O Pé de Atleta de Jokanovic
Há certos jogadores que se podem gabar de terem jogado pelos três grandes.
Depois desses, há aqueles que se podem gabar do facto de terem vestido a camisola dos três grandes da Madeira. Para o polivalente jugoslavo Slavisa Jokanovic, esse é o caso.
Tendo começado a carreira no União da Madeira, jogando a médio, fez parte do já célebre cardume de jugoslavos que alinhavam no clube por essa data.
Foi também por essa altura que Latapy fez questão de lhe deixar a perna apontada para Trindade & Tobago, com uma daquelas entradas que arrepiam os pelos da nuca à assistência.
Jurou vingança, que chegaria já com as cores do rival Marítimo, clube para o qual se mudou quando o União foi relegado para as divisões secundárias.
No ocaso da carreira ainda teve tempo para ingressar no Nacional, recém-promovido à 1ª divisão. Um histórico do arquipélago.
Depois desses, há aqueles que se podem gabar do facto de terem vestido a camisola dos três grandes da Madeira. Para o polivalente jugoslavo Slavisa Jokanovic, esse é o caso.
Tendo começado a carreira no União da Madeira, jogando a médio, fez parte do já célebre cardume de jugoslavos que alinhavam no clube por essa data.
Foi também por essa altura que Latapy fez questão de lhe deixar a perna apontada para Trindade & Tobago, com uma daquelas entradas que arrepiam os pelos da nuca à assistência.
Jurou vingança, que chegaria já com as cores do rival Marítimo, clube para o qual se mudou quando o União foi relegado para as divisões secundárias.No ocaso da carreira ainda teve tempo para ingressar no Nacional, recém-promovido à 1ª divisão. Um histórico do arquipélago.
Eterno Capitão
Há casos em que, quando me lembro de um clube, lembro-me imediatamente de um jogador. Um símbolo vivo que simboliza toda a mística da camisola que enverga. Uma década no clube, com direito a lugar de estacionamento com o seu nome, e braçadeira a dizer “capitão”.
Manuel Correia
Ao olhar para este central altaneiro, de bigode castanho, fisionomia típica de um homem do norte, trabalhador incansável em prol da equipa, pondo os interesses comuns à frente dos individuais, pensava sempre num capitão ideal para qualquer equipa.
Aos 25 anos já parecia ter 33. Isto incutia respeito aos adversários, companheiros de equipa e ate aos misters. Uma belíssima carreira, que teve o seu auge em Trás-os-Montes, no Chaves, clube pelo qual fez partidas memoráveis. Outra coisa que fez foi uma dupla de furor com outro peso pesado do clube flaviense, Paulo Alexandre, seu sucessor como líder e capitão da equipa. Fica para sempre como um dos centrais históricos do futebol nacional.
Rebelo
Trata-se do mais famoso avôzinho do futebol português. Um jogador com uma carreira deveras peculiar, pois chegou ao Estrela da Amadora aos 26 anos, estreou-se na época seguinte na 1ª divisão, e equipou de tricolor durante 14 épocas. Somando dois mais dois, jogou até aos 40 anos.
Um jogador com tamanha experiência e simbolismo tem dois dos três ingredientes fundamentais para ser um grande capitão de equipa. O outro? A braçadeira, que lhe foi justamente atribuída. Trata-se, sem margem para dúvidas, de um dos maiores símbolos da história do clube da Reboleira, tendo estado presente na maior conquista do clube, a Taça de Portugal em 89/90.
Formou, também, uma das mais belas dinastias futebolísticas de que há memória nos nossos relvados, denominada como “Lar de Idosos da Reboleira” .
Deixou saudades, e o Estrela desde então nunca mais foi aquela equipa cativa na 1ª divisão.
Hélio
Se há um jogador que simboliza toda a mística sadina, esse jogador é Tó Sá. Agora, se há um jogador que ficará para sempre ligado à braçadeira de capitão do Vitória de Setúbal, esse jogador é com certeza Hélio.
Toda uma carreira ao serviço do clube dá-lhe esse estatuto. Sénior desde a longínqua época de 87/88, com centenas jogos disputados pela equipa no principal escalão (já esteve 4 épocas na 2ª divisão), Hélio chegou inclusive a equipar por uma ocasião a camisola de Portugal.
Apesar de ter sido dado muitas vezes como uma possível contratação do Porto, nunca chegou a dar “o salto”. Apesar disso, e bom mecenas como qualquer verdadeiro capitão, ajudou muitos jovens a dar o tão ansiado salto. Frechaut, campeão pelo Boavista e internacional português, começou como médio, ao lado do grande capitão. Outro beneficiado de jogar lado a lado com Hélio foi Mamede, hoje em dia na Série A italiana. Exímio executante da arte de rasgar defesas com passes fatais, isolou por diversas vezes grandes jogadores como Toñito (transferiu-se posteriormente para Alvalade), Kassumov (internacional azeri), ou mesmo Marco Ferreira (deu “o salto” para o Porto e depois para o Benfica). E, como qualquer bom trinco, não podia descurar o auxílio aos elementos mais recuados da sua equipa. Assim sendo, jogadores como Mário Loja (saiu para o Boavista), Nogueira (antigo internacional) e Nuno Afonso (o exilado) jogavam de uma forma muito mais confiante sabendo que o seu capitão lhes resguardava as traseiras.
Será para sempre recordado como um dos maiores símbolos de sempre do Vitória Futebol Clube, ao lado de outros grandes nomes como Yekini, Chipenda, Quim (outro eterno sadino) e Vítor Baptista.
Manuel Correia
Ao olhar para este central altaneiro, de bigode castanho, fisionomia típica de um homem do norte, trabalhador incansável em prol da equipa, pondo os interesses comuns à frente dos individuais, pensava sempre num capitão ideal para qualquer equipa.

Aos 25 anos já parecia ter 33. Isto incutia respeito aos adversários, companheiros de equipa e ate aos misters. Uma belíssima carreira, que teve o seu auge em Trás-os-Montes, no Chaves, clube pelo qual fez partidas memoráveis. Outra coisa que fez foi uma dupla de furor com outro peso pesado do clube flaviense, Paulo Alexandre, seu sucessor como líder e capitão da equipa. Fica para sempre como um dos centrais históricos do futebol nacional.
Rebelo
Trata-se do mais famoso avôzinho do futebol português. Um jogador com uma carreira deveras peculiar, pois chegou ao Estrela da Amadora aos 26 anos, estreou-se na época seguinte na 1ª divisão, e equipou de tricolor durante 14 épocas. Somando dois mais dois, jogou até aos 40 anos.
Um jogador com tamanha experiência e simbolismo tem dois dos três ingredientes fundamentais para ser um grande capitão de equipa. O outro? A braçadeira, que lhe foi justamente atribuída. Trata-se, sem margem para dúvidas, de um dos maiores símbolos da história do clube da Reboleira, tendo estado presente na maior conquista do clube, a Taça de Portugal em 89/90.
Formou, também, uma das mais belas dinastias futebolísticas de que há memória nos nossos relvados, denominada como “Lar de Idosos da Reboleira” .Deixou saudades, e o Estrela desde então nunca mais foi aquela equipa cativa na 1ª divisão.
Hélio
Se há um jogador que simboliza toda a mística sadina, esse jogador é Tó Sá. Agora, se há um jogador que ficará para sempre ligado à braçadeira de capitão do Vitória de Setúbal, esse jogador é com certeza Hélio.
Toda uma carreira ao serviço do clube dá-lhe esse estatuto. Sénior desde a longínqua época de 87/88, com centenas jogos disputados pela equipa no principal escalão (já esteve 4 épocas na 2ª divisão), Hélio chegou inclusive a equipar por uma ocasião a camisola de Portugal.

Apesar de ter sido dado muitas vezes como uma possível contratação do Porto, nunca chegou a dar “o salto”. Apesar disso, e bom mecenas como qualquer verdadeiro capitão, ajudou muitos jovens a dar o tão ansiado salto. Frechaut, campeão pelo Boavista e internacional português, começou como médio, ao lado do grande capitão. Outro beneficiado de jogar lado a lado com Hélio foi Mamede, hoje em dia na Série A italiana. Exímio executante da arte de rasgar defesas com passes fatais, isolou por diversas vezes grandes jogadores como Toñito (transferiu-se posteriormente para Alvalade), Kassumov (internacional azeri), ou mesmo Marco Ferreira (deu “o salto” para o Porto e depois para o Benfica). E, como qualquer bom trinco, não podia descurar o auxílio aos elementos mais recuados da sua equipa. Assim sendo, jogadores como Mário Loja (saiu para o Boavista), Nogueira (antigo internacional) e Nuno Afonso (o exilado) jogavam de uma forma muito mais confiante sabendo que o seu capitão lhes resguardava as traseiras.
Será para sempre recordado como um dos maiores símbolos de sempre do Vitória Futebol Clube, ao lado de outros grandes nomes como Yekini, Chipenda, Quim (outro eterno sadino) e Vítor Baptista.
Pequenos Affairs 3: Martin Pringle, como as batatas!
Pringle: No plural, sinónimo de deliciosas batatas fritas. No singular, sinónimo de pseudo avançado sueco.
Chegou a Portugal com uma história engraçada: tinha sido até há pouco tempo defesa central, mas havia sido adaptado com sucesso a ponta-de-lança. Para ter efectivamente alguma piada, a história terá de ser enquadrada na secção de humor negro.
A carreira de Martin no Benfica resume-se a três épocas estatisticamente curiosas. Para melhor observar a curiosidade, uma grelha:

Maldito mister que não o fez alinhar o 13º encontro em 1998, senão Pringle teria sido um sucesso do ponto de vista de curiosidades estatísticas, já que futebolisticamente falando vinha rotulado de flop desde o início. Um ponta-de-lança cujo máximo de golos marcados numa época era de 7 (nas últimas três épocas somava 15 golos), não augurava grande coisa…
Internacional Sueco (1 vez), talvez poderia ter sido utilizado como “poste de electricidade”, dada a sua elevada estatura (1,90 metros). No entanto, postes mais altos se levantaram, não dando hipóteses ao moreno nórdico.
Chegou a Portugal com uma história engraçada: tinha sido até há pouco tempo defesa central, mas havia sido adaptado com sucesso a ponta-de-lança. Para ter efectivamente alguma piada, a história terá de ser enquadrada na secção de humor negro.
A carreira de Martin no Benfica resume-se a três épocas estatisticamente curiosas. Para melhor observar a curiosidade, uma grelha:

Maldito mister que não o fez alinhar o 13º encontro em 1998, senão Pringle teria sido um sucesso do ponto de vista de curiosidades estatísticas, já que futebolisticamente falando vinha rotulado de flop desde o início. Um ponta-de-lança cujo máximo de golos marcados numa época era de 7 (nas últimas três épocas somava 15 golos), não augurava grande coisa…
Internacional Sueco (1 vez), talvez poderia ter sido utilizado como “poste de electricidade”, dada a sua elevada estatura (1,90 metros). No entanto, postes mais altos se levantaram, não dando hipóteses ao moreno nórdico.
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